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O
Global, o Local e o Poder da Decodificação
Luiza
Cruz
ECO
- UFRJ/UVA
Resumo:
Globalização, Imperialismo e Televisão Transnacional são os
focos deste artigo, que visa levantar questões como as discussões
sobre as ameaças culturais representadas pelos meios
audiovisuais e de como o sujeito da sociedade pós-moderna lida
com estas.
Palavras-chave:
Globalização: Televisão transnacional: Sociedade
O
Panorama Global
A globalização é uma revolução política, social e
cultural capitaneada pelas grandes corporações econômicas
mundiais e pela integração e desenvolvimento da tecnologia. É
um processo profundo e que se encontra em pleno andamento,
ocorrendo em todos os lugares e interferindo nos aspectos
culturais, políticos e econômicos do mundo atual. Duas grandes
forças, características da sociedade atual pós-moderna, vêm
fazendo com que a "aldeia global" de Macluhan (1969)
se torne cada vez menor: a economia global e o progresso
tecnológico. Atividades econômicas transnacionais, realizadas
por algumas poucas centenas de mega- corporações
que se espalham pelo mundo como gigantescas aranhas,
fizeram com que a integração global neste início de século
XXI alcançasse índices jamais atingidos por alguma grande nação
imperialista no passado (Barnet, 1994, p.15).
"A 'economia' - o capital, que significa dinheiro e
outros recursos necessários para fazer mais dinheiro e mais
coisas - move-se rápido; rápido o bastante para se manter
permanentemente um passo adiante de qualquer Estado (territorial
como sempre) que possa tentar conter e redirecionar suas
viagens. (. . .) O que quer que se mova a uma velocidade
aproximada à do sinal eletrônico é praticamente livre de
restrições relacionadas ao território de onde partiu, ao qual
se dirige ou que atravessa." (Bauman, 1999, p.63)
Assim, as novas tecnologias de comunicação, que fazem
com que a informação possa fluir de forma rápida de um ponto
a outro, são a outra - e talvez a principal - força propulsora
desse processo de globalização do novo século. Isto
porque, o acesso e a necessidade de informação são as
características mais marcantes da sociedade pós-moderna no que
se refere a formação do sujeito.
O estar informado é o que dá identidade social ao homem
pós-moderno, o que o torna cosmopolita, o que o coloca em um
dos lados da invisível e, às vezes sutil barreira que separa -
como diria Bauman (1999) -, os "turistas" dos
"vagabundos". Na verdade, não mais importa onde se
está, desde que se possa estar informado o tempo todo.
Assim, ser cosmopolita no mundo pós-moderno significa
viver em um ambiente caracterizado pela emergência de mercados
transnacionais além de pelo ágil dispersamento do capital.
Hoje, ser cosmopolita
está relacionado com o surgimento e desenvolvimento
destas novas tecnologias (comunicações mediadas por satélite
e por computador) e, não necessariamente, com conceitos como
urbanidade e metrópole como acontecia no mundo moderno.
A economia global e a integração tecnológica trazem
assim, consigo, mudanças políticas e sociais. Atualmente
aumentam cada vez mais as interações políticas e sociais
entre nações e pessoas de diferentes regiões e culturas. A
autoridade e poder de negociação de órgãos supranacionais
como a ONU, a OTAN e a Cruz Vermelha sem falar em blocos como a
União Européia, em assuntos internacionais que envolvem,
muitas vezes, questões de soberania, vêm aumentando cada vez
mais.
Featherstone (1996) afirma que a cultura global existe e,
além disto, se estende além das fronteiras de qualquer
estado-nação. Ele
chama a cultura global de "third culture", a terceira
cultura: um conjunto de práticas, convenções e estilos de
vida que formam um fenômeno cultural único e que se
desenvolvem para além e independentemente de qualquer estado-nação.
Esta
globalização cultural é a que vem levantando questões como
"identidade cultural" e "identidade
nacional", que nada mais são do que uma reação à invasão
da "terceira cultura", esta alienígena. Como tal, ela
pode ser sedutora mas é, também, ameaçadora. Traz consigo o
desconhecido e a possibilidade de aniquilação. Isto leva ao
conceito que Blumler (1992) chama de medo das "small
cultures", que implica na possível perda ou diminuição
da soberania dos estados-nacionais frente a uma "cultura
global" representada por aqueles países economicamente com
maior poder de imprimir sua cultura sobre outras. No caso
europeu, ao qual o autor se refere especificamente e falando da
indústria do audiovisual, foco deste trabalho, temos como
exemplo, em uma microperspectiva a impressão de aspectos da
cultura francesa sobre a Bélgica e Luxemburgo de língua
francesa e da cultura britânica sobre a República da Irlanda[1]
Em uma macroperspectiva, ainda partindo do exemplo europeu, mas
indo em direção ao global, temos a até então dominante Grã-Bretanha
sendo invadida pelo material audiovisual norte-americano. Carole
Tongue, membro do Parlamento Europeu em seu relatório
"Cultura ou Monocultura? O desafio audiovisual
europeu"[2]
(1998, p.19) nos dá uma idéia detalhada da situação em 1995[3]
quando, na verdade, muitas iniciativas já haviam sido tomadas
como podemos ver no rodapé 4. A tabela abaixo faz parte do
relatório Tongue,
onde a parlamentar tomou a Grã-Bretanha como exemplo:
|
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Tabela
1 - Comércio da Grã-Bretanha com o resto do
mundo
|
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£
milhões
|
Exportações
|
Importações
|
|
União
Européia
|
118
|
130
|
|
América
do Norte
|
49
|
273
|
|
Outros
países da Europa Ocidental
|
10
|
60
|
|
Outros
países desenvolvidos
|
41
|
26
|
|
Outros
|
16
|
27
|
Fonte:
Tongue (1998) Culture or Monoculture? The European
Audiovisual Challenge, 19.
Analisando
a tabela podemos
ver como a Europa
era dependente da
programação externa, principalmente norte-americana. Não
temos, no entanto, dados mais recentes de nível similar. Mas a
situação ainda não foi revertida.
Todo este processo ocorrido na Europa no setor do
audiovisual, aí principalmente inclusa a televisão aberta,
teve a denominação de re-regulamentação, quando a legislação
até então vigente foi modificada, se tornando mais flexível
de forma a acomodar as novas tecnologias e garantir a sobrevivência
(e o lucro) do setor na era do cabo e dos satélites.
Olhando
a própria experiência.
O
processo de transnacionalização da televisão, que ocorreu na
União Européia por ocasião do advento do cabo e dos satélites
de comunicação, fez com que uma nova sociedade globalizada
surgisse e que os processos de produção da Indústria
Cultural naquela região se modificassem para acomodar a nova
audiência transnacional. Acreditamos que este mesmo processo de
transnacionalização - guardadas as devidas diferenças
culturais e, principalmente econômicas - está ocorrendo na América
do Sul, apesar de em passo muito mais lento devido às
dificuldades sócio-econômicas
da região que esboçaremos a seguir.
Desde
Marshall Macluhan (1969) e sua visão onipresente da absoluta
importância da relação de interatividade entre os meios de
comunicação e seus públicos através da quantidade de estímulos
– via a informação – que os primeiros fornecem aos
segundos, passando por Adorno
(1990) e sua tese avaliadora dos meios de comunicação como
formadores mas não fomentadores da opinião pública e
culminando em diversos outros pesquisadores e pensadores
contemporâneos das mais diversas disciplinas, a discussão
sobre o papel já representado e o a vir a ser representado
pelos veículos de comunicação
se encontra apenas no início de seu desenvolvimento
neste começo do século XXI.
A
maior parte dos analistas trabalha em terreno relativamente estável
– partindo-se do princípio de que algo que lida com o imaginário
coletivo como a televisão possa ser estável – já que a
maioria dos estudos mais avançados em televisão encontram-se
em países do primeiro mundo. Mas a análise destes temas
depara-se, no Brasil e em outros países latino-americanos, com
o obstáculo – ou incentivo, dependendo do ponto de vista –
da realidade sócio-econômica do país. Variáveis como o baixo
poder aquisitivo e o alto índice de analfabetismo da população
tornam o estudo do impacto de novas tecnologias como as
mencionadas anteriormente, além da Internet, por exemplo, um
campo apaixonante mas repleto de dificuldades de natureza
material[4].
A medição do capital cultural é menos óbvia do que a do
capital econômico porém, na escolha da programação por parte
da audiência, é tão ou mais importante.
É esta dicotomia encontrada no Brasil, em que a
democratização cultural é parte integrante de um processo
econômico - como não
poderia deixar de ser -, o da entrada da televisão
transnacional nos lares, o principal aspecto que se levará em
conta aqui.
Como
afirma Nestor Canclini (1997, p.28), a América Latina é um continente heterogêneo onde
coexistem múltiplas lógicas de desenvolvimento, onde impera a
característica pós-moderna de contrastes, onde estamos
conseguindo, com sucesso, a junção do novo com o velho, das
antigas práticas e costumes de sociedades rurais com o
ineditismo das novas tecnologias em comunicação. Habitamos
sociedades onde
milhares de cidadãos não têm acesso à televisão pela não
existência de eletricidade (Duarte, 1996, p.183) e outros
milhares já tem acesso à tecnologia do DBS (“Direct
Broadcasting Sattelite”, Transmissão Direta por Satélite, a
mais avançada entre as “novas tecnologias” de distribuição
de sinais à disposição de nossa população).
Assim,
na macroperspectiva do mercado, somos todos, na América do Sul,
"small cultures",
receptores da informação mas não produtores da mesma,
logo em risco de sermos culturalmente dominados. Mas este é
apenas um dos ângulos da questão e não o que defendemos aqui.
No primeiro caso temos o que convencionou-se chamar de
"imperialismo" ou até mesmo "americanização".
É quando a televisão transnacional, por exemplo,
imprime sobre a audiência de países mais pobres, com
baixo índice educacional e baixa produção audiovisual, uma
programação feita para e por audiências com realidades sempre
mais afluentes e, naturalmente, quase sempre diferentes. Com
isto, a audiência dos países "imperializados" seria
"esmagada culturalmente": por causa das diferenças
econômicas e culturais não conseguiria absorver a nova
cultura; mas também não conseguiria se identificar totalmente
com a sua.
Conclusão
No entanto, concluimos aqui que o conceito de
"hibridismo cultural", que se baseia em várias
teorias, principalmente no modelo de codificação/decodificação
de Stuart Hall, é mais adequado à situação atual. Apesar das
desigualdades sócio-econômicas ainda serem enormes,
atualmente, ao contrário do período em que as teorias de
imperialismo cultural foram cunhadas, vários países em
desenvolvimento possuem uma indústria de audiovisual em
crescimento, quando não plenamente desenvolvidas, casos do
Brasil e do México na área de ficção televisiva. Assim,
torna-se mais fácil para as audiências locais, construir e
fortalecer suas próprias identidades culturais, de forma a torná-las
menos maleáveis e mais hábeis a resistir a "ameaças"
culturais externas.
Afinal, do ponto de vista teórico, a idéia de
"imperialismo cultural" faz lembrar o modelo da
"agulha hipodérmica" de Lasswell, considerado obsoleto em seu radicalismo. Este modelo, como
sabemos, considera as audiências passivas e maleáveis, alvos
amorfos que obedecem a um simples esquema de estímulo-resposta.
Segundo Stuart Hall (in Sovik, 2003, 356-357), o
modelo da codificação/decodificação não era uma teoria
fechada quando formulado em 1980 e ainda não o é hoje. Hall
afirma que a importância do modelo está no fato de ter surgido
para desafiar e questionar os modelos hegemônicos das teorias
de usos e gratificações e dos efeitos, sem no entanto deixá-los
inteiramente de lado. Da teoria dos efeitos, Hall aproveita o
princípio de "agenda-setting"[5]
e, da de usos e gratificações, utiliza o conceito de
telespectador ativo que se desenvolve no "público
negociador de sentidos" da decodificação/codificação.
Assim,
neste modelo, a programação (não importa se factual ou
ficcional) veiculada, pode vir codificada em
mais de uma forma ou seja, as mensagens têm mais de uma
leitura possível por parte do telespectador.
Quando a mensagem é "gerada" por
redatores/editores de texto/de imagem/produtores, a forma como
é editada[6]
irá predispor o telespectador a percebe-la
da maneira desejada por seus criadores. No entanto,
afirma Hall, mensagens não podem ser "fechadas" em
torno de uma só leitura. Elas permanecem sempre polissêmicas,
contendo uma variedade de interpretações, apesar de terem
sempre uma leitura preferencial, aquela visualizada por seu
produtor (emissor)
Em
"Reflexões sobre o modelo de codificação/decodificação,
uma entrevista com Stuart Hall" (in Sovik, 2003, 362) Hall
esclarece que, apesar de concordar que sua teoria pode ter vários
níveis de significados, ao formulá-la, ele estava pensando na
experiência empírica dos programas de televisão e de como
esses são percebidos pelos telespectadores. Cada membro da audiência
assiste televisão em um contexto diferente (tanto uns dos
outros quanto daquele "momento" em que o texto do
programa foi estruturado). Isto, o contexto social, político,
etnográfico, cultural e econômico em que o telespectador está
inserido além do grau de atenção que irá dispensar à
televisão, irá ter influência direta na sua percepção
final. É o que chamamos de audiência ativa,
"negociadora" de sentidos. A nova audiência, a audiência
pós-moderna, é atingida pelo meio globalizado em que vive
através de sua nova capacidade de absorver culturas
estrangeiras, e decodificá-las utilizando seu próprio código
de valores e experiências, contextualizando-as dentro de sua própria
cultura.
Conforme
já foi dito, o fosso sócio-econômico que separa as classes
sociais na América Latina é a verdadeira barreira para a difusão
da tv transnacional segmentada e não dificuldades como idioma
e/ou diferenças culturais.
Poderíamos
argumentar, por exemplo, que dificilmente um cidadão de classe
média ou baixa de
metrópoles como Rio de Janeiro, Bogotá ou Buenos Aires,
poderia entender o contexto em que se situa uma série
norte-americana como, por exemplo, "Os Sopranos", sobre uma família mafiosa de Nova Jersey,
cidade-dormitório de Nova Iorque.
Sim, pode ser que ele não saiba a localização geográfica
de Nova Jersey, ou então a "tradição" que liga os
italianos a máfia. Mas ele será capaz de entender as cenas de
violência, morte, corrupção, drogas, prostituição etc.
Assim como os problemas familiares ocorridos, adultérios, pais
contra namoros da filha e mil outros conflitos. Isto porque, em
um diferente contexto, ele também tem as experiências de violência
e problemas familiares nos quais pode se espelhar e se apoiar
para realizar sua decodificação da mensagem sendo transmitida,
adequando-a ao seu próprio contexto sócio-econômico e geográfico.
Uma
outra forma de ver esta teoria seria argumentando-se que fica
muito difícil para um cidadão do terceiro mundo, a compreensão
do fato de que nas séries e filmes americanos e ingleses, por
exemplo, os jovens normalmente saem de casa para cursar
faculdades fora de suas cidades, fazendo disto um ritual de
passagem. Mas, curiosamente, dados recentes veiculados pela mídia
atestam que os jovens dos países desenvolvidos estão
retardando o momento de sair da casa dos pais e, aqueles que saíram,
estão voltando por causa de problemas econômicos.
E, naturalmente, esta nova realidade das culturas
estrangeiras logo chegará às nossas telinhas e telonas e
pasmem! Não vamos precisar fazer um grande esforço para
decodificar esta mensagem.
Globalização
tem dessas coisas . . .
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Datos
de la Autora: Luiza Cruz:
Jornalista, Professora universitária e Doutoranda em Comunicação
e Cultura da ECO/UFRJ, RJ, Brasil
Neste caso, temos que as indústrias de produção e
distribuição de material audiovisual dos primeiros é
bastante mais desenvolvida do que a dos segundos. O fato de
compartilharem o mesmo idioma, mesmo com diferenças
regionais, faz com que este processo de "dominação
cultural" via a indústria do audiovisual seja
facilitado. Temos, além disto, um claro exemplo da dominação
cultural como decorrência da hegemonia econômica.
[2]
“Culture or Monoculture? The
European Audio-visual Challenge”
Nesta
data, medidas intervencionistas e protecionistas já haviam
sido tomadas pelo Conselho Europeu e pela Comissão Européia
que, em 1992 e também em 1995 instaurou o programa MEDIA
(92 e 95), na verdade um projeto "guarda-chuva"
sob o qual se abrigavam vários outros com o objetivo final
de distribuir, produzir e financiar projetos audiovisuais
europeus. Alguns exemplos são: (instaurados em finais da década
de 80 mas absorvidos pelo MEDIA) EFDO
(European Film Distribution Office) Seu objetivo é
encorajar a distribuição de filmes de baixo orçamento
através de empréstimos sem juros para cobrir 50%
dos custos de distribuição até um teto de 70 mil euros
por filme, por país. EVE (Espace Video Européen) é um
projeto similar, mas voltado para a distribuição de
material europeu em vídeo. BABEL (Broadcasting Across the
Barriers of European Language) tem como objetivo dar assistência
financeira para dublagem,
legendagem e produções multi-culturais. Também dá
treinamento nestas áreas e faz empréstimos
como o EFDO. EURO
AIM (European Organisation for an Audio-visual Independent
Market) auxilia produtores independentes a promover e vender
sua produção para o mercado internacional;
(originais
do MEDIA) SCRIPT (European Script Fund: Support for Creative
Independent Production Talent), um projeto de produção que
financia roteiristas que
escrevam material de ficção
sobre e para a cultura européia (já que ficou
constatado que a maior parte do material de ficção vinha
de fora da Europa); SCALE
(Small Countries Improve their Audio-visual Level in
Europe), que tem como objetivo financiar até 50% dos custos
de produção dos países sem tradição neste setor.
Em ensaio
publicado no nº 5-6 da Revista Lugar Comum, a pesquisadora
Elizabeth Rondelli tem recentes dados sobre o números de
brasileiros que apenas recentemente adquiriram seu primeiro
aparelho de televisão. No mesmo ensaio a autora compara
estes números aos do analfabetismo adulto no país
concluindo desfavoravelmente sobre as condições de consumo
cultural da população brasileira.
[5]
Pelo qual se preconiza que a imprensa tem o poder de
determinar que fatos devem Ter a atenção pública, mas não
a de influenciar a forma como estes fatos são percebidos
pelo público.
O que Hall chama
de "anchorage": a forma como as notícias são
ordenadas, as imagens sobrepostas, offs inseridos etc, contêm
um determinado sentido, aquele pretendido por quem a
produziu, o sentido "preferencial".
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