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Estratégias
De Comunicação Em Contextos Populares: Implicações Contemporâneas
No Desenvolvimento Local Sustentável
Angelo
Brás Fernandes Callou
Resumo
Neste
trabalho são discutidos alguns aspectos teóricos das estratégias
de comunicação para a participação de comunidades em
processos de Desenvolvimento Local. Considera-se que os
contextos populares atuam num terreno de ambigüidades
permanentes, nem sempre captados (ou cooptados) pelas estratégias
de comunicação.
Palavras-chave:
Estratégias, comunicação, desenvolvimento local.
1.
Introdução
É
recorrente, no campo da Comunicação, evocar a participação
popular como estratégia de inserção democrática nos
processos de intervenção para o desenvolvimento,
particularmente no meio rural. Desde os anos de 1980, com a
redemocratização do país e a consolidação da crítica à
teoria rogeriana de Difusão de Inovações, se tornou consenso,
entre os pesquisadores pós-paulofreirianos, de que a comunicação
participativa ou horizontal é ponto de partida para construção
de qualquer política socioeconômica e ambiental nas organizações
governamentais e não governamentais que lidam com os contextos
populares. Internalizada essa concepção, parece necessário,
entretanto, redimensionar os limites das estratégias de
comunicação participativas frente aos cenários
socioambientais contemporâneos. Nesse sentido, partimos do
terreno da Comunicação Rural para discutir alguns aspectos teóricos
das estratégias de comunicação para a participação de
comunidades em processos de Desenvolvimento Local. Partimos,
mais exatamente, de dois lugares: um que diz respeito à utilização
da Comunicação como estratégia de Difusão de Inovações na
Agricultura dos anos de 1970/80, sobre a qual faremos um breve
histórico; o outro relacionado aos desafios vivenciados na
atualidade pela Comunicação Rural em contextos populares. A
preocupação com essa abordagem é a de chamar a atenção para
os resultados sociais e ambientais negativos provocados no
passado pela “modernização da agricultura” como vetor de
desenvolvimento, para que, no presente, as estratégias de
comunicação na instância do desenvolvimento local não
representem mais uma “romaria a um novo santo”.
2. Difusão
de inovações e suas estratégias de comunicação: um breve
histórico
Como
sabemos, o modelo americano de Difusão de Inovações na
Agricultura, capitaneado por Everett Rogers, obteve, no Brasil,
particularmente nos anos de 1970/80, uma considerável aceitação
por parte tanto das agências governamentais de extensão agrícola,
quanto pelos pesquisadores de Comunicação Rural e Extensão
Rural. É importante salientar, de imediato, que apesar de os
estudos realizados pela Difusão de Inovações terem sinalizado
as estratégias mais eficazes de intervenção para a adoção
tecnológica, o decantado desenvolvimento dos contextos
populares do meio rural não ocorreu. Ao contrário, foram
observados, fundamentalmente, além dos prejuízos ambientais, o
aumento da concentração de terra e as migrações
campo-cidade, na medida em que os “pacotes tecnológicos”
desarticulavam as relações de trabalho no campo e endividavam
os pequenos produtores rurais.[2]
Cabe
lembrar aqui a observação de Juan Díaz Bordenave, de que
foram as abomináveis “resistências conservadoras” de
algumas populações rurais à adoção de tecnologias agropecuárias,
ou a sua “adoção retardatária”, como diria Rogers, que
contribuíram como contraponto à desarticulação social e econômica
e à depredação do meio ambiente com o advento da “modernização
da agricultura”. Entretanto, essas “resistências” parecem
não ter obtido repercussão suficiente, pelo menos no Rio
Grande do Sul, quando levamos em consideração o desmatamento
da cobertura florestal nativa do Estado, no período em questão.
Segundo Ferreira e Gausmann, citado por Francisco Caporal, a
cobertura florestal original passou dos 40% para 5,6%. Dizem
eles que dos 10.764.000 hectares restavam apenas, em 1983,
1.585.731 hectares da cobertura florestal. Hoje, entretanto,
segundo ainda esses autores, o Estado já possui 17,52% de
florestas nativas.[3]
Não
podemos exigir, entretanto, que, àquela época, os
pesquisadores tivessem uma leitura crítica do que significaria
a modernização da agricultura em termos de impactos
socioculturais e ambientais, pois, afinal de contas, a crítica
à Difusão de Inovações ainda tateava, por assim dizer, o seu
poder de corrosão. Essa crítica acontecerá muito lentamente e
só será consolidada em meados dos anos de 1980. No que diz
respeito à questão participativa e à questão cultural das
populações rurais no cenário da modernização da
agricultura, é interessante observar que, em nível do
discurso, as instituições governamentais, a exemplo das
EMATER, incorporavam a participação como estratégia para se
comunicar e planejar atividades com as populações rurais.[4]
Mas as práticas extensionistas não correspondiam aos preceitos
dialógicos propostos por Paulo Freire, já em vigor, à época.
Tratava-se, na verdade, de uma espécie de boutade para fazer
valer as políticas públicas verticais de desenvolvimento da
agricultura pela via da modernização, agora sobre o manto da
“participação”.
A cultura
dita popular, através das suas expressões mais tradicionais,
foi também utilizada como estratégia de comunicação
persuasiva para viabilizar o caráter modernizador da
agricultura. A Folkcomunicação praticamente inaugurou esse
encontro com o difusionismo tecnológico, ao oferecer munição
teórica pelo seu mais ilustre representante e criador da matéria:
Luiz Beltrão. Diz ele, segundo José Marques de Melo, em 1971,
se referindo a manifestações da Folkcomunicação, no livro
Comunicação e Folclore,[5]
que "o alto grau de credibilidade e sua natureza lúdica
permitiam uma aceitação popular espontânea" das inovações.[6]
Estão aí incluídos como instrumentos facilitadores da adoção
tecnológica os folhetos de cordel, almanaques, teatro de
fantoches, entre tantos outros meios de comunicação popular
presentes no meio rural. E agenda seguidores. Roberto Benjamin,
citado também por José Marques de Melo, comenta, no início
dos anos de 1970, que o folheto popular e o almanaque
“refletem
a opinião pública matriz do meio social onde se acham
integrados os poetas, quase sempre o meio mais conservador e
retardatário no desenvolvimento sócio-cultural e econômico.
Tanto na política, como na religião e na moral, os folhetos
refletem idéias gerais e conservadoras, refratárias aos novos
usos, novas práticas, novas ideologias.”[7]
A
crítica desenvolvida por Walmir Barbosa no âmbito da
Folkcomunicação versus Difusão de Inovações, em 1986, na
sua tese de doutoramento, é uma síntese de todo esse processo.
Diz ele:
“Uma reflexão
(...) nos revela o quanto de esforço estava sendo feito para
facilitar a adoção de um modelo cujas conseqüências não
estavam sendo avaliadas. Da mesma forma que a lógica do capital
já começava a atuar de modo concreto sobre o campesinato, pela
expropriação dos meios de produção, a reflexão intelectual
se debruçava sobre a cultura do povo, para propor aos agentes
do capital também a expropriação dos meios de produção
cultural. E o mais grave, expropriação dos meios de produção
cultural, para reelaborar com eles novas formas de intervenção.”[8]
O
que é importante reter dessa digressão é que tanto a noção
de participação, quanto a questão da «valorização» das
culturas populares do período da Difusão de Inovações, se
mantém implícita e explicitamente na pauta das discussões das
políticas e estratégias de comunicação para o
desenvolvimento dos cenários socioeconômicos e ambientais
contemporâneos.
Estratégias
de comunicação contemporâneas
Para
abordar esse tema lançamos mão do interessante estudo
publicado recentemente por Desirée Rabelo, Comunicação e
Mobilização na Agenda 21 Local.[9]
Com o objetivo de «identificar algumas estratégias de comunicação
consonantes com a mobilização pró-sustentabilidade»[10],
Rabelo se debruça sobre a implantação, em 1996, da Agenda 21
local em Vitória do Espírito Santo, refazendo e buscando
compreender o funcionamento de todo o processo de mobilização
social e suas estratégias de comunicação. O
estudo revela-se como uma cartografia do planejamento
comunicacional ali desenvolvido, no qual ela acrescenta, ainda,
duas outras experiências – Operação Rodízio (de automóveis),
em São Paulo, e Pastoral da Criança, da Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil (CNBB).[11]
Sem a pretensão de desenvolver estudos comparativos, a autora
apresenta, através dessas experiências, a complexidade que
envolve os diversos processos de participação dos atores
sociais envolvidos nas mobilizações e a importância das
estratégias de comunicação para flexibilizar e desobstruir
canais de comunicação.
Para
desenvolver essa pesquisa, Rabelo se estrutura teoricamente a
partir dos estudos de Bernardo Toro, que vê os processos de
participação e mobilização como um «ato de comunicação».[12]
Para este autor, segundo Rabelo, são três os atores principais
necessários para iniciar um processo de mobilização: a) o
produtor social. Trata-se de «pessoa ou instituição com
legitimidade e capacidade de criar condições econômicas,
institucionais, técnicas e profissionais para que um processo
de mobilização ocorra.»;[13]
b) o reeditor social. Neste caso é uma «pessoa que, por seu
papel social, ocupação ou trabalho tem capacidade de readequar
mensagens, segundo circunstâncias e propósitos, com
credibilidade e legitimidade.»[14]
O reeditor para Toro, segundo Rabelo, pode ser desde um
professor até os media e seus profissionais, passando por um
cabelereiro, um padre, ou seja, qualquer pessoa «que tem o
poder de negar, transmitir, introduzir e criar sentidos. É alguém
capaz de modificar
as formas de pensar, sentir e atuar de seu público.»[15];
e c) o editor. Este, para Toro, segundo ainda Rabelo, pode ser
uma instituição ou também uma pessoa que tem como tarefa «estruturar
informações em códigos pertinentes à mobilização...»[16]
Cabe ao editor,
talvez, a tarefa mais complexa, do ponto de vista da comuncição
para mobilização, na medida em que, segundo o autor citado,[17]
enfrenta os seguintes desafios : 1) «construir e divulgar
imagiários». Ou seja, criar estratégias que possibilitem
reunir, mobilizar, diferentes atores em prol de um objetivo
comum, ou, como ele próprio sintetiza, através de Rabelo, «somar
singularidades ». Rabelo traz, entre outros exemplos, as
campnahas Que nenhuma família passe fome neste Natal e Para que
todas crianças tenham vida.; 2) «identificar e
instrumentalizar reeditores»; e 3) «gerar processos de
coletivização», isto é, tornar público os trabalhos que estão
sendo desenvolvidos e os apoios institucionais ou individuais
recebidos. Daí a importância, segundo a autora, dos meios de
comunicação de massa, pois, em última instância, a divulgação
dos resultados podem criar um sentimento de auto-estima entre os
atores sociais envolvidos na mobilização, animando, por seu
turno, os processos de participação.[18]
Com
essa perspectiva teórica, o estudo de Rabelo oferece pistas
metodológicas para os produtores sociais, reeditores sociais e
editores, ou seja, a todos aqueles que se interessam pela
participação/mobilização comunitária e social em prol do
desenvolvimento sustentável.
Além disso, realça a importância do planejamento da
comunicação, diga-se de passagem ainda tão pouco contemplado
pelas agências de desenvolvimento dos contextos populares.
Entretanto, o seu trabalho não aborda algumas questões que
consideramos hoje como fundamentais nos estudos de Comunicação
Rural e Extensão Rural. A temática da participação
popular/mobilização não deve ser pensada, a nosso ver, apenas
como um problema no âmbito das estratégias de comunicação.
Isso implicaria, tão somente, em desafios de registrar,
dissecar, revelar, aquelas estratégias mais promissoras, em
termos de comunicação popular, para apoiar diferentes tipos de
campanhas e público. Investir nessa direção é tratar os
contextos populares como um produto, cujo preceito teórico
seria o de Michael Porter, em que «Agir com estratégia é
deixar alguns clientes insatisfeitos para que outros possam
ficar verdadeiramente contentes.»[19]
Como vimos, isto foi feito no passado com repercussões
negativas sobre as populações rurais e o meio ambiente. É bem
verdade que as preocupações atuais com as estratégias de
comunicação se distinguem daquelas realizadas pela Difusão de
Inovações e Folkcomunicação, na medida em que pretendem
abrir/desobstruir canais à inserção cidadã dos contextos
populares nos processos de desenvolvimento. Portanto, essa
discussão tem o seu lugar de importânica. Mas o que parece
relevante e instigante é pensar as culturas populares na
contemporaneidade a partir dos estudos de Comunicação Rural
para analisar até que ponto vale a pena se deter nas estratégias
e participação comunitária de forma específica à recuperação/preservação
ambiental. Se não vejamos.
Comunicação
rural e desenvolvimento local sustentável
Os
estudos de Comunicação Rural/Extensão Rural no Brasil vêm
passando, nesses últimos 10 anos, por transformações teórico-metodológicas
consideráveis. Pelo menos três vetores contribuíram para o
surgimento dessas tranformações: a influência dos estudos em
desenvolvimento local, aqui compreendido como um processo de
concertação/orquestração dos diferentes atores sociais
empenhados no desenvolvimento sustentável das potencialidades
econômicas endógenas.[20];
a disseminação dos Cultural Studies ingleses nas pesquisas em
Comunicação da América Latina; e as novas concepções sobre
o rural brasileiro que enlaçam atividades agrícolas e não agrícolas
num mesmo território agrário.
No
que diz respeito especificamente à Comunicação Rural e
Desenvolvimento Local, publica-se, em 1995, o texto Desafios da
Comunicação Rural em Tempo de Desenvolvimento Local,[21]
no qual articula-se, pela primeira vez, essa temática aos
estudos de Comunicação Rural no Brasil. Nesse momento, a
perspectiva de desenvolver os contextos populares a partir de
políticas governamentais mais amplas perde estatura na Comunicação
Rural em virtude da fragmentação do espaço pelos atuais
processos de reestruturação da economia mundial e sua
repercussão contraditória sobre as culturas locais, ou seja,
exclui/inclui, desorganiza/organiza, pulveriza/localiza. Coube
à Comunicação Rural nesse novo cenário envolver-se com os
contextos populares como facilitadora/gestora dos processos
comunicacionais na concertação para o desenvolvimento local.[22]
As noções de participação e de cultura popular se mantêm
ainda coladas nessa nova abordagem, mas dentro de uma leitura
distinta daquela do passado e, talvez, da que se vê embutida no
estudo de Desirée Rabelo, que abordamos.
À medida
em que a Comunicação Rural lançou mão dos estudos culturais
latino-americanos da Comunicação para compreender os processos
de recepção de mensagens pelas culturas populares do meio
rural, aspectos novos apareceram para instrumentalizar a sua ação
no Desenvolvimento Local. Espelhada, principalmente, na concepção
de Néstor García Canclini e Jesús Martín-Barbero sobre as
culturas populares no capitalismo, que as reconfiguram como
culturas híbridas e ressignificadoras dos produtos midiáticos,
a Comunicação Rural tem hoje uma outra leitura no âmbito da
participação comunitária. Salett Tauk Santos, por exemplo,
lastreada principalmente na categoria “consumo”, de
Canclini, chega à conclusão, na sua pesquisa de doutoramento,
de que a participação de pequenos agricultores no programa de
desenvolvimento rural analisado - Serviços de Tecnologias
Alternativas (SERTA) - se configura de maneira ambivalente e
refuncionalizada. Ou seja, num movimento pendular entre as
possibilidades de consumo ao nível de sua existência, acenadas
pelo SERTA, e as aspirações simbólicas construídas a partir
de estímulos da cultura hegemônica, em geral via meios de
comunicação de massa, os pequenos produtores rurais dão
significados incompatíveis com a noção de participação
concebida pelo programa. Em lugar de restringirem sua participação
à questão política e produtiva, como deseja o SERTA, a
mesclam, afirma a autora, com aspectos da vida cotidiana como o
lazer e a religião.[23]
Portanto, por mais bem intencionados que sejam os produtores sociais, reeditores sociais e editores de que fala
Desirée Rabelo na construção de estratégias de comunicação
para mobilização comunitária, é preciso levar em consideração
que as culturas populares atuam num terreno de ambigüidades
permanentes, nem sempre captadas (ou cooptadas) pelas estratégias
de comunicação.
Somam-se
a esses aspectos os desafios enfrentados pelas populações
rurais com o impacto da mundialização dos mercados no meio agrícola
brasileiro. Esse impacto tem exigido redefinições no conceito
de território agrário, na medida em que as atividades agropecuárias
vêm se reunindo às atividades não agrícolas. As proposições
de incluir as atividades produtivas já existentes no meio rural
brasileiro (lazer, turismo, artesanato, indústrias, trabalho em
domicílio, entre outras) nas políticas públicas de
desenvolvimento rural, bem como a reivindicação de uma reforma
agrária não essencialmente agrícola,[24]
vêm exigindo que se pense de maneira diferenciada as estratégias
de Comunicação Rural. Por outro lado, estão no bojo dessas
novas ruralidades questões relativas ao meio ambiente, ao
desenvolvimento local e à sociedade tecnológica emergente.
Mais complexa essa questão se torna, quando sabemos que os
contextos populares do meio rural hoje são mais amplos do que
se imaginava. Estudos recentes mostram que o Brasil possui mais
de 70% dos seus municípios no meio rural.[25]
E são nesses territórios onde se localizam as principais questões
ligadas ao meio ambiente. Diante desses aspectos, concordamos
com Clayton Campanhola e José Graziano da Silva ao incluírem a
gestão ambiental das atividades num processo mais amplo e
integrado de desenvolvimento local para não restringir as
estratégias de mobilização aos recursos naturais ou ao meio
ambiente.[26]
Noutras palavras, as estratégias para participação de
comunidades em processos de recuperação/preservação
ambiental, como pretendemos que sejam discutidas e pesquisadas,
perdem suas singularidades para encontrar seu sentido mais dinâmico
num cenário de desenvolvimento local sustentável. Cenário
este onde as culturas populares também perdem o caráter romântico
desejado pelos folcloristas[27] para ser pensadas no substantivo plural, hibridizada,
transnacionalizada, excluída, em reordenação permanente em várias
direções e temporalidades.
Por
último, podemos arriscar dizer, considerando os três vetores
acima abordados – desenvolvimento local, estudos culturais da
Comunicação e novas ruralidades – que o planejamento da
comunicação e suas estratégias de mobilização comunitária
se tornam rarefeitas diante das ambivalências e das ressignifações
que os contextos populares apresentam nos processos de participação
das propostas de desenvolvimento local.
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Sobre o assunto veja-se VEIGA, Eli da. Cidades imaginárias:
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CAMPANHOLA, Clayton; GRAZIANO DA SILVA, José. Diretrizes de
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CAMPANHOLA, Clayton; GRAZIANO DA SILVA, José (edit.). O
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Sobre
isso vide ORTIZ, Renato. Românticos e folclorista, cultura
popular. São Paulo : Olho d’Água, s.d.
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